Gestão financeira para empreendedores: veja o que você realmente precisa saber!

Independentemente do tamanho da empresa, os responsáveis pela tomada de decisão dos negócios sabem a importância das finanças para o empreendimento. Por meio delas, ocorre o controle, o planejamento e a mensuração das atividades e dos resultados. Você sabe a real importância da gestão financeira para empreendedores?

Em gera, o empreendedor é responsável pela gestão operacional, financeira e comercial do negócio, ou seja, ele precisa realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. No entanto, o coração do estabelecimento certamente é o financeiro. De nada adianta contar com bons produtos se os recursos financeiros não forem aplicados de forma correta.

Para ajudar você a organizar suas metas e criar estratégias de crescimento para o seu empreendimento, trouxemos dicas essenciais sobre gestão financeira para empreendedores. Continue a leitura!

Separe as despesas pessoais das despesas empresariais

O primeiro passo para que não ocorra a mistura das despesas pessoais com as despesas empresariais é não levar os gastos domésticos para o empreendimento.

Esses recursos são destinados para o sustento das atividades empresariais, ou seja, pagar contas de casa, supermercado, escola e outras despesas com o caixa da empresa é um grande erro.

A utilização do caixa para outros fins causa o descontrole nas finanças do empreendimento. Com essa prática, você estará operando com números equivocados. Logo, suas decisões serão embasadas em números que não refletem a real situação do negócio.

Uma ótima solução para esse problema é utilizar apenas o valor destinado à renda dos sócios para o financiamento das despesas pessoais. Veja quais são eles:

  • pró-labore: valor referente ao pagamento pelo trabalho do empresário, passível de retenção de INSS (Instituto Nacional do Seguro Social);
  • lucros e dividendos: são os valores restantes após a apuração do resultado, ou seja, do resultado bruto, são descontados os custos e despesas, de modo que o lucro líquido pode ser distribuído. Outro fator positivo é que esse valor é isento de INSS e IR (Imposto de Renda);
  • alugueis: é possível que o sócio alugue um bem para as atividades da empresa para que não haja problemas com na mistura de valores. É importante fixar um contrato de aluguel, contudo, esses tipos de receita são passíveis de retenção de imposto de renda.

Aprenda a controlar seu capital de giro

O capital de giro é a engrenagem para a obtenção do sucesso financeiro. Com ele, é possível planejar quando e como ocorrer o giro das mercadorias, sendo, então, o financiador das atividades operacionais.

A falta dele prejudica a sobrevivência dos negócios frente aos concorrentes, se tornando mais suscetível à volatilidade do mercado. Por outro lado, quando há um controle de capital de giro, os resultados tendem a ser cada vez mais elevados.

Ele é responsável por financiar as operações da empresa, gerando cada vez mais lucros para o empreendimento. Com o capital de giro em mãos, é possível analisar os investimentos mais adequados, negociar melhores preços com os fornecedores, além de conseguir manter valores competitivos.

Uma dica importante para conseguir aumentá-lo é entender o ciclo financeiro dos negócios. Essa é, basicamente, a diferença de tempo entre o pagamento dos fornecedores e o recebimento das vendas. Dessa forma, para que haja um bom capital de giro, é essencial que as receitas entrem antes da saída das despesas.

Realize o planejamento do seu fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta básica para sua loja, sendo essencial para fundamentar o gerenciamento das operações. Nesse controle, constará todas as atividades financeiras do seu negócio, de entradas e saídas de recursos.

Sem um bom controle das finanças, o empresário fica amarrado, uma vez que não tem como saber se a loja conseguirá arcar com todas as despesas básicas. Além disso, quando você não sabe quanto e nem quando os pagamentos devem ser feitos, seu estabelecimento fica sujeito ao pagamento de juros pelo atraso das obrigações.

Para que isso não ocorra com o seu negócio, fique atendo às dicas para organizar seu fluxo de caixa. A premissa básica para a organização do seu fluxo é registrar todas as operações — por menor que sejam os valores, tudo deve ser registrado.

É importante considerar todos os prazos, e a projeção dos valores deve ser registrada conforme as datas que o dinheiro realmente entrará em caixa. Suponha que uma venda de R$5.000,00 foi realizada com recebimento em 2 vezes, em 30 e 60 dias. O valor de saída da mercadoria no estoque será do total. Contudo, nas suas projeções, no fluxo do recebimento, deve estar elencado o valor de R$2.500,00 no vencimento dos primeiros 30 dias e R$2.500,00 no vencimento dos outros 30 dias restantes.

Não é uma regra, mas normalmente o fluxo de caixa é projetado para 15,30,60 e 180 dias. Vale ressaltar que ele deve ser alimentado diariamente e moldado conforme as necessidades da sua loja.

A importância do fluxo de caixa é indiscutível dentro de qualquer organização, uma vez que ele demonstra não apenas as disponibilidades financeiras, como também proporciona conteúdo para análises de investimentos, controle de destinação de recursos e, é claro, auxilia no planejamento estratégico.

Acompanhe os indicadores financeiros

Ao contrário do que muitos pensam, os indicadores são essenciais para medir o desempenho das pequenas empresas, ou seja, eles são o termômetro dos resultados do empreendimento.

Os indicadores demonstram, a partir de relatórios e gráficos, os resultados de vários setores do negócio, indo além do que muitos consideram o mais importante, o lucro. Veja alguns que você pode utilizar:

  • margem de lucro: demonstra quanto a empresa ganha com cada produto vendido;
  • liquidez corrente: calcula se o ativo circulante da empresa é capaz de honrar com as despesas e obrigações de curto prazo, caracterizado como passivo circulante.
  • margem de contribuição: mostra quanto da venda de cada produto é destinado ao pagamento dos gastos fixos;
  • ponto de equilíbrio: aponta quanto é necessário vender para cobrir todos os gastos e despesas. Vale lembrar que esse indicador não aponta o lucro: no momento do alcance do ponto de equilíbrio, o indicador estará no empate, onde a empresa não tem lucro e nem prejuízo;
  • margem líquida: relata quanto a empresa tem de lucro líquido em relação com as vendas líquidas;

É importante ressaltar que nenhuma decisão deve ser tomada com base em análises de apenas um indicador. Para ter uma visão ampla da saúde financeira, os indicadores devem sere analisados em conjunto, assim como o mercado externo.

A gestão financeira para empreendedores não é uma tarefa fácil. Em geral, eles ainda são responsáveis por outras atividades dentro do seu negócio e, por esse motivo, a organização é fundamental. Ela será um fator decisivo para o crescimento e a seguridade da continuação das atividades empresariais.

Agora que a importância da gestão financeira para empreendedores ficou clara, deixe um comentário no post. Quais práticas financeiras você realiza na sua empresa?

 

Gustavo Barbosa

Fundador e CEO da MaisEntregas.com


Especialista em Supply Chain e Gestão. Bacharel em Administração pela UFBA, MBA em logística Empresarial pela FGV-SP, especialização em Marketing pela UNE (Austrália) e em Gestão pela UC (Espanha) Ex Consultor em Supply Chain Management na Accenture e no grupo Columbia.

A maravilhosa máquina de entregas rápidas: como tornar sua express em um negócio de sucesso

O setor de delivery está em franco crescimento no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), o incremento no volume de negócios entre 2018 e 2019 é de notáveis 12%. Isso representa uma movimentação de R$1 bilhão ao mês, apenas considerando pedidos feitos via aplicativos. Esse é apenas um exemplo em um segmento que pode atender incontáveis demandas. Para se dar bem nesse mercado bilionário, é preciso “azeitar” a máquina, afinal, a competitividade é grande. Essa é a proposta deste e-book, feito para você, empresário e guerreiro do ramo de entregas arrebentar com a concorrência.

Ao longo do post, vamos apresentar um panorama geral de uma empresa de entregas. Em cada tópico, será feito um comparativo entre o que geralmente é e o que fazer para melhorar, de maneira que você tenha uma ideia ainda mais clara sobre a parte prática.

Desejamos uma ótima leitura e que faça muito bom proveito do material!

1. Estrutura de uma empresa express

Uma empresa de entregas é, de certa forma, uma empresa de logística. Sendo assim, você precisará estruturar o negócio tomando como base a organização de um negócio dentro da cadeia de suprimentos.

Isso significa que terá que dedicar muita atenção a dois tipos de gestão: a de estoque e a de transporte. A primeira se relaciona com a sua capacidade de receber mercadorias, armazená-las e vender ao cliente final. Já a segunda pode ser considerada o “coração” do negócio, já que é, em essência, o objetivo de toda empresa de entregas.

Geralmente é:

Quando o delivery não está bem estruturado, é comum haver desequilíbrio no estoque. Esse desequilíbrio, por sua vez, tem a ver com a falta de integração com os setores de vendas e compras. Temos, então, dois cenários igualmente prejudiciais, que é o estoque vazio ou o abarrotamento de mercadorias que não encontram compradores.

Em ambos os casos, a empresa sai perdendo porque ou não é capaz de atender à demanda ou passa a arcar com os custos de um estoque cheio de produtos. Esse quadro deve ser evitado, por isso é fundamental avaliar de forma realista quantos clientes sua empresa pode atender com a infraestrutura que tem.

Mas pode ser:

A estrutura de uma empresa express deve ser organizada de modo a facilitar os processos, desde a solicitação de uma mercadoria ou matéria-prima até a venda ao cliente. O ideal é contar com profissionais experientes e que possam liderar cada setor enquanto atuam em equipe.

Assim, procure trabalhar com gestores-líderes nos setores de estoque, transportes e compras. Serão eles os responsáveis por definir os limites operacionais, de maneira a garantir a fluidez das rotinas. Por exemplo, se o setor de compras verifica que a mercadoria X está em falta, deverá fazer uma requisição.

Essa requisição deve passar, necessariamente, pelo estoque, que avalia se pode ou não receber o volume pedido. Também deve chegar ao setor de transporte, que deverá disponibilizar, caso necessário, a coleta e entrega dos produtos. Isso, claro, se o próprio fornecedor não puder garantir a entrega em tempo hábil.

2. Contratação e treinamentos

Contratar bem e manter os colaboradores sempre motivados é um desafio e tanto. Para superá-lo, aposte no trabalho em equipe e no feedback dos seus líderes.

Considere, nesse aspecto, que uma contratação feita sem critério aumenta o risco de uma demissão precoce. Quando somadas, essas contratações a esmo tendem a elevar o nocivo índice de rotatividade na empresa.

É preciso cuidado, pois demitir um empregado sem que ele tenha devolvido em serviços o custo de sua contratação pode sair muito caro. Segundo um estudo do Huffington Post, a saída antes da hora pode gerar um custo duas vezes maior do que o salário de um empregado. Ou seja, uma contratação errada é o verdadeiro barato que sai caro.

Como geralmente é:

Na correria diária, não são poucas as empresas que deixam de formular políticas de contratação consistentes. Quando isso acontece, as contratações ocorrem às pressas, sem avaliar criteriosamente se o profissional de fato tem preparo e o perfil exigido para a função.

Ainda pior fazem as empresas que não têm uma política de contratação, cargos e salários e um plano de carreira. Ou seja, para esses casos, o risco de contratar mal é ainda maior, já que não há um parâmetro a ser seguido.

 Como pode ser:

Por isso, o primeiro passo para contratar bem é definir, junto com os líderes de cada setor, políticas, critérios e exigências a serem preenchidas para cada cargo. No setor de transportes, por exemplo, qual o perfil de motorista ou motoboy desejado? Quanto tempo de experiência eles devem ter? Que tipo de cursos e formação serão exigidos?

Com a ajuda dos seus gestores, procure responder a essas perguntas para que, antes de começar um processo seletivo, você saiba exatamente o que quer. O mesmo vale para o período pós-contratação, no qual o foco passa a ser o treinamento e o aperfeiçoamento.

Nessa fase, além dos gestores, não deixe de contar com o apoio e o suporte do seu setor de RH, que pode ser, inclusive, terceirizado.

3. Gerenciamento da operação

É preciso mapear e planejar cuidadosamente a operação de uma empresa de entregas express para que o fluxo de atividades não seja interrompido. Nesse aspecto, vale prestar atenção na concorrência, para que a sua fatia de mercado garanta o lucro esperado.

Veja, por exemplo, o caso da Glovo. Em fevereiro de 2019, a empresa decretou o fim das suas operações no Brasil. O motivo? Resultados abaixo do esperado, tendo como principal causa a forte concorrência no setor.

Normalmente é:

Exemplos como o da Glovo servem de alerta, afinal, até mesmo promissoras startups de nível internacional podem falhar ao estruturar suas operações. Sendo assim, a medida número um ao organizar a parte operacional é ajustar sua capacidade de entrega à infraestrutura disponível. Aqui, é hora de fazer contas básicas, como:

  • quantas pessoas espero atender em um dia?
  • quantas mercadorias posso fornecer?
  • quantas motos e veículos de entrega tenho em minha frota?
  • quantas entregas cada um deles pode fazer?
  • quantos profissionais tenho para conduzir esses veículos?
  • quais os dias em que a quantidade de pedidos aumenta?

Pode ser:

Dimensionar com precisão suas capacidades é fundamental, porque disso dependerá também a eficiência de outros setores, como estoque e compras.

Outro aspecto muito importante é a escolha das motos e o modelo de gestão de frotas. Elas serão próprias? Em caso afirmativo, é preciso cuidar delas, junto com o setor de transportes e de manutenção e fazer o controle de gastos com combustíveis.

Já se a frota for terceirizada, avalie com a empresa contratada se o efetivo disponível será suficiente para atender à demanda esperada.

4. Integração de marketing e vendas

Empresas que vendem direto para o consumidor (B2C) não podem abrir mão de setores de marketing e vendas bem alinhados e estruturados. Quando se trata de vendas para outras empresas (B2B), aí é que a importância aumenta. Afinal, esse é um segmento no qual os processos de marketing e vendas devem antecipar uma série de fatores peculiares.

Um deles, por exemplo, é a definição do perfil do cliente. Em geral, no B2B a tomada de decisão é feita em conjunto, diferentemente da venda ao consumidor, em que a decisão é, em geral, individualizada.

Como normalmente é:

Um erro que muitas empresas que vendem para outras empresas cometem é que, em geral, elas não sabem como gerir vendas carregadas de alguma complexidade. Não é como colocar uma pizza no box, seguir até o endereço informado e pronto. Quando a entrega é para uma empresa, normalmente se lida com produtos mais específicos ou com volumes maiores.

Ao ignorar essa característica do segmento B2B, o setor de marketing e vendas se expõe ao erro, afinal, esse é um mercado que exige muita especialização. Ou seja, não basta vender, é necessário ser um profundo conhecedor do tipo de produto entregue.

Como pode ser:

Vendas mais complexas geram, por sua vez, um fluxo de informação mais intenso. Por isso, a automação é essencial para garantir bons resultados e a perfeita sincronia entre vendas e marketing.

Isso pode ser feito com a implementação do chamado Customer Relationship Management (CRM). Trata-se do conjunto de práticas, conceitos e ferramentas que servem para aumentar a eficiência na parte comercial.

Um software de CRM, nesse aspecto, é a solução mais indicada para que o relacionamento com seus clientes se paute sempre pelo atendimento às expectativas deles. Quando isso acontece, as ações de marketing tendem a atrair mais pessoas interessadas e, em consequência, melhorar a performance do seu time de vendas.

5. Saúde financeira

Não se pode levar um negócio à frente sem cuidar da parte financeira, certo? Nesse caso, sua empresa de entregas express precisará se manter vigilante e cuidar da gestão de aspectos fundamentais.

Fluxo de caixa, capital de giro e planejamento tributário são alguns dos instrumentos que vão ajudar a garantir a lucratividade. No entanto, o lucro por si só não basta. É preciso planejar o que fazer com o excedente, em especial para quem lida com sazonalidades.

Reinvestir no negócio ou investir em aplicações financeiras? Contratar mais pessoal ou aumentar a frota? São questões que vão influir nas finanças e que, por isso, pedem cuidados de profissionais como contadores e especialistas em gestão financeira.

geralmente é

A parte financeira é uma das que mais geram problemas para as empresas de entregas que não contam com uma metodologia de gestão nesse sentido.

Há aquelas que aplicam os lucros de forma desordenada, com base apenas no momento e sem antecipar riscos. Existem, ainda, as que simplesmente não são profissionais na gestão das finanças. É o que ocorre, por exemplo, quando os gestores misturam finanças pessoais com as do negócio.

pode ser

Sem controle de gastos e sem investir continuamente na melhoria do negócio, a tendência é que a empresa perca competitividade e seja “engolida” pela concorrência. Logo, é vital acompanhar de perto:

  • o fluxo de caixa: resultado das entradas e saídas diárias de suas reservas financeiras;
  • o capital de giro: montante necessário para garantir as operações, normalmente calculado por mês;
  • a conciliação bancária: comparativo entre o resultado do fluxo de caixa e os saldos bancários;
  • a gestão da inadimplência: conjunto de processos e ferramentas para garantir que a empresa receba valores de vendas em aberto;
  • os custos fixos: aqueles que não mudam com o tempo e independem da produção;
  • os custos variáveis: custos que variam conforme sua empresa produz mais ou menos.

 A maravilhosa máquina de entregas rápidas

Utilizando o modelo Canvas, vamos agora formar um plano de negócios baseado nos tópicos abordados e que pode ser tomado como um passo a passo. Sua “maravilhosa máquina de entregas rápidas” começa aqui!

Segmentação de clientes

  • Quem são os clientes mais importantes?
  • Para quem sua empresa gera valor?

Proposta de valor

  • Que valor a empresa entrega?
  • Que problemas ela ajuda a resolver?
  • Quais serviços a empresa de fato oferece?

Canais

  • Por quais canais a empresa fará contato com seus clientes?
  • Quais canais estão disponíveis?
  • Os canais são integrados?
  • Quais deles apresentam melhores resultados?
  • Quais os de melhor custo-benefício?

Relacionamento

  • Que relações a empresa tem estabelecido ou pretende estabelecer?
  • Qual o custo do relacionamento com o cliente?
  • Como é relação que os clientes esperam ter com a empresa?
  • O modelo de negócio e o relacionamento são compatíveis?

Fluxo de receitas

  • Quanto os clientes querem pagar?
  • Pelo que estão pagando nesse momento?
  • Como eles preferem pagar?
  • Como cada perfil de cliente colabora para os lucros como um todo?

Recursos

  • Que recursos a empresa precisa para operar?
  • Quais são os canais de distribuição de produtos?

Atividades

  • De que tipo de atividades a empresa precisa?
  • Como cada atividade se relaciona com os clientes?

Parcerias

  • Quem são os aliados estratégicos da empresa?
  • Quem são os fornecedores?
  • Quais os recursos eles fornecem?
  • Que atividades eles desenvolvem?

Estrutura de custos

  • Quais os custos mais importantes para o modelo de negócios adotado?
  • Quais deles são mais caros?
  • Que atividades custam mais?

Guia para tornar sua empresa de entregas express uma autêntica máquina de fazer negócios. Assim, ele pode ser útil tanto para estruturar uma empresa que esteja dando os primeiros passos quanto servir de base para quem quer se reestruturar.

Por ser um material mais completo, possivelmente você precisará acessá-lo mais de uma vez para recapitular o conhecimento adquirido ou fazer uma consulta. Dessa forma, fica a sugestão para adicioná-lo aos seus favoritos, pressionando Ctrl+C e, em seguida, Ctrl+D.

Um abraço e muito sucesso nas vendas!

 

Gustavo Barbosa

Fundador e CEO da MaisEntregas.com


Especialista em Supply Chain e Gestão. Bacharel em Administração pela UFBA, MBA em logística Empresarial pela FGV-SP, especialização em Marketing pela UNE (Austrália) e em Gestão pela UC (Espanha) Ex Consultor em Supply Chain Management na Accenture e no grupo Columbia.

Características e vantagens dos diferentes modais de transportes

Basicamente, quando se fala de transporte visualizamos a movimentação de cargas/produtos entre dois pontos diferentes. Logo, transporte nos passa a ideia de movimento(movimentar cargas), que podem ser mercadorias, produtos, insumos, etc. Bem como pessoas e animais, de um ponto para outro, não importando a distância. Dessa forma, para cada tipo de movimentação haverá um tipo específico de transporte, que por sua vez poderá utilizar vários modelos de meios de transporte para alcançar objetivos específicos. No Brasil, com sua extensão continental, um transporte eficiente pode ajudar muito as empresas e a economia como um todo.

Tipos de Transportes

São 5 os tipos diferentes de transportes, conhecidos como “modais de transporte”:

  • Modal Rodoviário
  • Modal Ferroviário
  • Modal Aéreo
  • Modal Dutoviário
  • Modal Aquaviário

Podemos acrescentar como “modal” nos grandes centros urbanos:

  • Motocicletas
  • Bicicletas
  • Drones (futuro promissor)
  • Patinetes

Market-Share dos Modais (transporte de carga) BRASIL X USA.

Brasil U.S.A.
Rodoviário 61% 26%
Ferroviário 20% 38%
Aeroviário < 1% < 1%
Aquaviário 13% 16%
Dutoviário 5% 20%

Fonte: TKU

Com base nessas informações, trouxemos algumas características para ajudar na visualização das diferenças entre esses modais, veja abaixo;

MODAL RODOVIÁRIO

Influenciada pelos investimentos da indústria automobilística americanos no Brasil (década de 1960), na implantação da indústria automobilística nacional (principalmente caminhões da marca FORD/GM/outros), houve grandes investimentos governamentais na infraestrutura e construção de rodovias ligando várias regiões do país, originando a implantação, crescimento e desenvolvimento do transporte de caminhões no Brasil.

Com enormes dimensões geográficas, o transporte rodoviário é o principal sistema logístico do país com uma rede de aproximadamente de 1.700.000 quilômetros (fonte –DNIT) de estradas e rodovias nacionais (a quarta maior do mundo), por onde passam 61,1% de todas as cargas movimentadas no território brasileiro.

Atualmente, o modal rodoviário por ser o tipo de transporte mais utilizado no Brasil, demanda grandes investimentos na infraestrutura rodoviária, nas privatizações das rodovias federais/estaduais, na facilidade no deslocamento entre destinos regionais e interestaduais e na cobertura nos postos de abastecimentos (restaurantes, oficinas mecânicas, banheiros, caixas eletrônicos, dormitórios, etc).

As desvantagens desse tipo de transporte modal se devem ao custo elevado na manutenção do veículo, aumento crescente do frete e combustível, relação baixa do custo-benefício por tonelada transportada, elevada taxa de acidentes (alta velocidade, cansaço do motorista, estradas mal conservadas, mortes, etc) e rigorosa fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

MODAL FERROVIÁRIO

Com a implantação da indústria automobilística na década de 60, além da pressão exercida pelas grandes empresas produtoras de petróleo, que necessitavam vender seus produtos em maior escalas, foi dado preferência à produção de caminhões e veículos que iriam consumir petróleo em larga escala, ao contrário do transporte ferroviário.

Nessa mesma época, o mesmo não acontecia na Europa e nos EUA, cujo meio de transporte ferroviário exerce forte presença no transporte de carga e pessoas.

Em 2017 o Brasil mantinha a 9º (nona) posição dos países com maior dimensão da malha ferroviária em quilômetros (30.000 km). Em função das várias crises econômicas e politicas por que , passou o país, a falta de investimento por parte do governo e da iniciativa privada fez com que parte dessa malha fosse reduzida, além de contar com o emaranhado de diferentes bitolas espalhadas pela rede ferroviária.

Vantagens do modal ferroviário

  •  capacidade de transportar grandes quantidades de cargas,
  •  um comboio de 200 vagões transporta tanto quanto 400 carretas rodoviárias,
  •  transporte seguro e causador de pequenos impactos ambientais,
  •  maior custo/benefício – o consumo de combustível é pequeno em comparação o volume de carga.

Desvantagens do modal ferroviário

  •  baixa velocidade de transporte,
  •  pouca flexibilidade nas rotas e na carga.
  •  necessita de Grandes investimentos na construção das ferrovias, máquinas e manutenção muito alta,
  •  reduzida integração com outros modais,

Modal aéreo

O modal aéreo pode ser nacional ou internacional e tem como vantagem a velocidade e segurança e como desvantagem o limite do peso das cargas e alto custo do frete. É o ideal para entregas de perecíveis como flores, frutas, alimentos e demandas urgentes como medicamentos, peças, equipamentos hospitalares, etc

Modal dutoviário

São formados por dutos ou tubos que transportam geralmente líquidos a longas distâncias. Como exemplo temos o combustível e gás transportado pela Petrobras. As vantagens estão na segurança do trajeto do produto sem perigo de roubo e a simplificação na carga e descarga e como desvantagem a possibilidade de gerar graves problemas ambientais (rompimento dos dutos, o alto custo em seu processo de fixação e licenciamento).

Modal aquaviário

Esse transporte se movimenta sobre trechos aquáticos – rios, mares e oceanos. Conhecido por  marítimo, naval ou aquaviário.

As vantagens são o carregamento de grandes cargas por longas distâncias e o baixo custo. Transporte internacional de veículos, caminhões e maquinário pesado. As desvantagens estão na demora e nas rotas mais apropriadas, além das condições do mar.

Modal motocicleta – bicicleta/patinetes– drones

Esses tipos de modal ocorrem unicamente nos grandes centros urbanos sendo operados por por particulares ou mesmo por micro e grandes empresas.

A motocicleta

É o tipo de modal que mais agrega valor ao segmento de transporte e o mais aceito nos grandes centros urbanos.

Sua expansão se deve à pontualidade e agilidade no transporte de pessoas (moto-taxi), na entrega de documentos/alimentos, pequenos volumes e no transporte do e-commerce.

As empresas focadas nesse tipo de serviço tem como características positivas:

  •  Melhor custo/ benefício,
  •  Entregas rápidas e livres de trânsito,
  •  facilidade nas entregas de urgência quanto nas ocasiões de rotina,
  •  logística reversa – coletas-entregas-coletas rápidas,
  •  monitoramento OnLine  – acompanhamento da entrega em tempo real,
  •  contato rápido entre empresa/cliente,
  •  orçamento imediato,
  •  pagamento com Cartão de Crédito

A bicicleta

Surge como a mais nova modalidade de modal de transporte. O foco é o de prestação de serviços – entrega de documentos/pequenos volumes/entregas para restaurantes/ e-commerce. Não ha dados disponíveis para uma análise sócio-econômica, porém cresce a demanda por esse tipo de modal. Com a bicicleta elétrica esse tipo de modal tende a crescer muito.

As vantagens

  • facilidade na contratação de ciclistas terceirizados para entrega,
  • facilidade na entrega de produtos de pequeno porte (até 5 Kg) no bagageiro,
  • frete poderá ser calculado no momento da contratação do transporte,
  • bikes não usam combustível,
  • entregas efetuadas em até 24hs,
  • um ou vários centros de distribuição, no sentido de otimizar as entregas e reduzir o tempo de entrega,
  • carros de apoio para o transporte de mercadorias de grandes fornecedores até os centros de distribuição.

MODAL DRONES

No futuro não muito distante, teremos drones fazendo entregas de pequenos volumes, documentos, a exemplo do que está sendo feito hoje com as motocicletas e bicicletas. Noticias nos jornais no exterior revelam experiências com DRONES na entrega de pizzas, celulares e pequenos volumes. Não há como prever os custos futuros.

MODAL PATINETE

O mais recente tipo de transporte focado unicamente no transporte de pessoas. Já existem plataformas de compartilhamento para o uso de patinetes e bikes. As patinetes tem a vantagem de serem muito leves e pequenas, podendo circular e estacionar praticamente em qualquer lugar nos grandes centros, sendo uma boa alternativa de mobilidade em cidades onde as pessoas tem cada vez menos tempo e não aguentam mais ficar presas nos caóticos trânsitos.

 


 

Cada modal tem suas características, vantagens e desvantagens, conforme o tipo de carga, infraestrutura disponível, urgência e custos. O segredo para criar operações eficientes é tentar usar o melhor de cada um para criar operações Multimodais, ou seja, envolvendo mais de um tipo de transporte, buscando eficiência.

As motos e bikes tem sido muito relevantes no contexto atual, onde a distribuição urbana, a última milha (last mile) tem ganhado muita relevância em função do contexto sócio econômico, onde as pessoas tem menos tempo, querem tudo com muita agilidade e não querem se expor nas ruas, com a insegurança atual no Brasil.

O fato de serem mais rápidas, ágeis para se deslocar e estacionar, serem mais baratas e com manutenção mais baixa, tornam as motos e bikes a bola da vez, quando se fala de logística urbana. Então, unindo essas características com a Tecnologia atual, que ajuda a planejar, gerenciar e controlar melhor as operações, empresas focadas nesse segmento, tem muito potencial de crescimento e sucesso nessa nova economia.

 


 

Artigo por: Gustavo Fernandes Costa

Administrador, com 15 de anos de experiência na área de Supply Chain e logística. Ex executivo da Armazéns Gerais Columbia, Easy Car e Transdata. Desenvolveu um projeto de logística de coleta e transporte de lixos urbanos e hospitalares na Republica Democrática do Congo/África.